Duma flauta transversa ouço um som que diz: mudança. Algo que pulsa em mim muito além das batidas do coração e do tempo da inspiração e que quer gritar, atropelar, nascer, romper, ferir para brotar. É brainstorm e não é lead, os jornalistas que entendam a metáfora. Mas não é notícia também, afinal, sempre fui mais poesia. Quero mudar de casa, quero viajar, quero bater asas. Cansei de ser livre como roupas no varal; quero agora ser o vento, etéreo, histérico, esquecer o tempo. Sou mulher além do espelho porque a fundo amo e desejo. Humanidade. Sonho na força da fertilidade. O que me faz e faz gente, a força do infinito, dos altos e baixos, medos, tentativas e acertos e acima de tudo, fiel e divino. Sou só o que ouço. O som da mudança: dança mundana, me espera o mundo, som, mudo, reafirmo: sem medo, balanço a fundo, me firmo.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
DE NOVO
Duma flauta transversa ouço um som que diz: mudança. Algo que pulsa em mim muito além das batidas do coração e do tempo da inspiração e que quer gritar, atropelar, nascer, romper, ferir para brotar. É brainstorm e não é lead, os jornalistas que entendam a metáfora. Mas não é notícia também, afinal, sempre fui mais poesia. Quero mudar de casa, quero viajar, quero bater asas. Cansei de ser livre como roupas no varal; quero agora ser o vento, etéreo, histérico, esquecer o tempo. Sou mulher além do espelho porque a fundo amo e desejo. Humanidade. Sonho na força da fertilidade. O que me faz e faz gente, a força do infinito, dos altos e baixos, medos, tentativas e acertos e acima de tudo, fiel e divino. Sou só o que ouço. O som da mudança: dança mundana, me espera o mundo, som, mudo, reafirmo: sem medo, balanço a fundo, me firmo.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
MEDOS
Sim,
Simples assim,
Como as flores que desenhei em mim.
Não é metáfora,
é razão;
Desenhei as flores com a mão!
Com fé,
Desenhei a primeira
Quase no pé.
Flores de criança
Como quem se lança
mas que balança.
Que brincam de poema;
Mínimo fonema.
Ontem o que passou
Esqueço... revivo
Paro...respiro.
E vou.
E vôo.
domingo, 12 de outubro de 2008
TPM 3
Às vezes quero pintar a vida com as tintas mais coloridas, mas não tenho inspiração. Às vezes mente fala sem parar coisas desconexas, minhas ou fictícias. E só preciso de silêncio e pés no chão.
Às vezes confio na vida como quem fia os tecidos da imensidão. Profundidade da existência tão só e tão perdida. Mas às vezes amo a solidão.
Às vezes quero chegar ao topo sem subir os degraus e sem bater as asas que me fazem voar.
Às vezes sou xadrez; às vezes rei, às vezes peão. Também às vezes cavalo, torre, bispo, rainha, regra, dúvida e solução. Às vezes a própria jogadora na infinita lógica das probabilidades e possibilidades do que sonho no veludo macio de cotidianos e da ação.
Às vezes sonhos e às vezes dolorosas concretudes. Às vezes amável calmaria.
Tão sentido tudo que é sem sentido nessa avalanche que justifico com hormônios, mas que me entorta a visão porque tenho outras lentes, necessárias, de percepção.
Tão caos, tão arte, tão infinito, talvez até tão bonito.
Ou só pura vaidade.
sábado, 4 de outubro de 2008
TRÊS PONTOS
Um tempo flutua no relógio outro escorre na janela. Na cabeça, nas emoções, na história de vida tudo se mistura como os ingredientes mais gostosos para o bolo mais doce. Isso! Eis a metáfora certa para o dia de hoje...dia no qual, aliás, inventei um doce também muito gostoso. E como com texto poético também se faz receita, lá vai: grelhei uma banana e ralei um pedaço de chocolate amargo nela ainda quente. Só isso. Simples e perfeito, como quase todas as coisas que são simples e perfeitas, como forrar a cama com cobertor de pêlo em dia frio.
Adoro doces, adoro me maquiar, adoro ver gente, adoro fazer mil coisas, adoro tudo ao mesmo tempo agora. Mas hoje o tempo escorre pela janela e me harmonizo com a chuva: é bom ficar em casa, só, com casaquinho de lã, sem maquiagem, devagar e quentinha como a lindeza de vovó. Ler, ver filmes, fazer tudo que ficou pendente, que incomoda porque nunca tenho tempo para fazê-lo.
Hoje o tempo sobra, flutua, escorre. Músicas, lembranças, sonhos são sempre presentes, mas hoje tenho mais tempo, porque hoje o tempo é o maior presente. Tempo nuvem, tempo sonho, tempo tempo, tempo cheiros, cores e doces. Tempo flor, amor, paixão, calma e também tempestade. Ímpeto e tempestade, eu diria se fosse tempo de romantismo alemão.
Tenho tempo, sempre o tenho, mas hoje ele é tão meu que é imensurável porque é, porque passou, porque virá, porque é infinito. Para mim, para ti e para sempre.
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