um algo muito mais profundo, muito mais conteúdo, que é o viver: tão livre quando desprovido de querer.
Um corpo que comporta uma mente, um coração e, acima de tudo, muita história. Histórias do que não se vê, do que é sagrado, segredo, eterno e único. E que pode ser traduzido para quem vê de fora como ilusões, mas que na verdade são ondas que vibram o lago com a pedra jogada pelas mãos da curiosidade-intuição infantil.
É da fragilidade que vem a beleza da maior força; é dos medos que se descobre a coragem; já disseram que disciplina é liberdade.
Bom é trilhar caminhos, ter metas, seguir retas. E melhor ainda é andar pelo caos com a única certeza da incerteza.
Respiro e lembro que em meu corpo há espaços infinitos que me ligam ao céu, a terra, ao cosmos, ao universo. E inspiro um pouco mais de confiança em Deus, em Eus, na criança. Porque é sempre rima, lira, brincadeira de roda. Puro como a flor, a bondade e o amor.
Na grande barca que nos leva, algumas lágrimas são necessárias para temperar a vida. Lubrificar o olhar e lavar a janela com a alma dentro para estender sem grampos no varal e deixar que quem carregue seja o vento...
