segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

feliz ano novo



Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovakloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando. Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza. E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: - Me ajuda a olhar!”
Eduardo Galeano, in “O livro dos abraços”

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

mundoazulzim



Hoje coloquei o Téo no balanço do parquinho. Ele dorme agora, deve sonhar com a alegria do dia. E eu, mãe boba, não consigo tirar da mente a imagem dele gargalhando na felicidade de balançar. E ouço uma música que marcou a época em que estava grávida, e balanço. Balanço de saudade daquela fase linda, como balançarei de saudades do dia que vi o Téo balançar pela primeira vez. E assim vai pensamento, sentimento, coração; um vai-vem de emoção que mistura passado, presente, futuro. Medos e anseios, parece que quanto maior a felicidade, maior é a responsabilidade de se manter feliz. Mesmo que por prazer, sadismo, humano, sem fim.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

sábado, 28 de agosto de 2010

EU

Quando me perco, começo de novo. Com música; tudo é possível, até o silêncio. Uma pausa para sentipensar e buscar a linearidade em meio ao caos. Amo um, preciso de outro. Livre e um livro. Passado, presente, futuro, sempre. E a busca inútil pelo espelho que poderia mostrar quem se realmente é. O ideal não existe, o real menos ainda. Mesmo assim, caminhando se faz o caminho. E aqui me vou.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

CRONOS

tempo todo
pensando.

contas para pagar!

um dia;
desaprendeu a assoviar...

domingo, 6 de junho de 2010

Mama Ju e Baby Téo



Kafka, Nietzsche, Tolstoi. Hoje fiquei com o livro de receitas, afinal, acordei às seis da manhã para dar um mamazinho. Manhã sem manha: o Bebê é educado; mamazinho, brincadeira e soninho. Quase três meses de dedicação total e a certeza do que desconfiava: disciplina é liberdade. Nessa rotina, o baby já dorme a noite toda (e quero registrar aqui a metodologia base do livro “Nana Nenê”). E a Ju, dona de casa, está feliz assim; intelectual e artista de férias, esse é o momento mais precioso!
Mas as sementes estão plantadas: três meses e o baby já viajou 4 vezes de avião, foi ouvir John Willians pela orquestra sinfônica do reformado Theatro Municipal do Rio (incluindo Regência de Darth Vader, viva a união clássico-pop!)*, festa junina vestido de caipirinha, exposição de artes, feirinhas...
Se ele vai ser intelectual/artista também? Ai,ai,ai... ele decide! Na pior das hipóteses, um dindinzinho mais apertado, algumas vezes, e a felicidade plena que compensa!

* //www.youtube.com/watch?v=QOjZHCU1vfQ&feature=player_embedded#