quarta-feira, 22 de julho de 2009

hoje...


paraíso astral e o retorno de saturno! viva eu!!!
\o/

quinta-feira, 9 de julho de 2009

questão existencial 02 (ou "O retrocesso do Brasil")

(2001, quando recebi o meu, ainda válido, diploma de jornalista)

sábado, 27 de junho de 2009

questões existenciais 01

(imagem do tombo do Caetano,em Brasília)

alguém pode, por favor, me explicar porque a turnê de Caetano veloso, avaliada em dois milhões e cujos ingressos variam de R$ 80 a R$ 180, recebe recursos da Lei Rouanet?

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Eu e o Frio

(foto de Nilton Cézar Tridapalli, do Colégio em que trabalho. Eu estava sob as cobertas nessa hora!!!)

Sei o que cabe nos meus bolsos e em minhas bolsas. Sei que às vezes perco coisas dos bolsos e, outras, encontro esquecidas nas bolsas. Sei o que escolho carregar comigo; meus abrigos. Mas o que carrego, o que perco ou encontro na alma já não sei!
Porque quando acho que me encontrei, vem o frio que me mata, e isso não é metáfora! Não penso em passado, nem futuro. O presente só queria que fosse mais quente...
É lindo ver as crianças brincarem na geada, é ótimo tomar quentão com gemada. Mas eu não quero nada. Só o abrigo, físico, as cobertas, só elas. E mais horas e horas a mais para a cochilada.
Esqueço a alma, as descobertas, a calma.
Quero mais cobertas, a vida se congela! Nem blog, nem parque, nem conversa, nem passeios, nem cafés, nem nada. Só dormir e esperar o frio que me acaba.
(Não é exagero; falo dessa semana de menos dois graus no termômetro, de menos sete graus de sensação térmica, intermináveis...).
Mas tudo bem, tudo passa, o frio também...
Encoberta espero.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Rio mais...

(2009, por HL)
(2004, a Ju que picotei...)


Há cinco anos, quando fiz meu primeiro trabalho com imagem pessoal custei a me reconhecer. Ao ver as fotos, sentia no peito uma angústia, o rosto dela não se parecia nada com a voz, o que tanto pensava; o pensamento que tanto falava.
Falava em mim, falava demais. Falava desejos, falava saudades, falava sentimentos, falava vontades, falava mentiras e verdades, falava ansiedades, falava procura, medos, força e fragilidade, falava alegrias e tristezas, falava estudos, trabalhos e espiritualidade.
Ela, ali, uma foto parada e silenciosa. Angustiava-me tanto que senti um enorme prazer no dia em que a picotei. Olhos, braços, boca e pernas agora fragmentadas, na agenda, calada e colada. Ela, desconstruída, virou arte. E as palavras de Brecht ilustraram a obra: ”Do rio que tudo arrasta se diz violento, mas não se dizem violentas as margens que o oprimem”.
Não sabia que margens eram essas no meu pensamento. Na verdade, até hoje não sei, mas ao menos aprendi a conviver com minha própria imagem. Fiz outros trabalhos e hoje nas fotos novas vejo que ela é uma mulher que já sabe se olhar no espelho, mesmo tendo ainda espelhos que não se reconheça. A voz fala mais baixa, devagar, às vezes até cala.
Gosto de gente. Gosto de trabalhar, gosto de cultura, de chocolate, vinho, café. Já não gosto mais de cigarros. Adoro estudar, viajar, ouvir música, ver filme, conhecer coisas novas, desafios. Amo amar. E me conhecer. E rever velhas e novas imagens de e em mim, pois agora não preciso mais picotá-las.
Confio na hora certa de compreender o que a vida escolhe para mim, aceitar e fazer disso o melhor. Hoje aprendi que eu sou o rio, vezes lento, vezes violento, é bom ser assim, sempre fluindo. Das margens é que não sei, mas tenho fé.
Ela e eu: o espelho, a imagem, a foto. A fala e o silêncio que vem na hora exata. Questão de tempo.

terça-feira, 5 de maio de 2009

STURM UND DRANG

(foto de Herickson Laurindo, abril 2009)

Rio de janeiro, em fevereiro, março, abril e maio. Rio que corre e eu quase em vinte nove. Adolescer da vida adulta.
Remar e rimar sobre sonhos e desejos; concreto e o que se renova, sempre em descobertas: corpo, mente, alma e calma. Agora, rio da ansiedade de outrora.
Bebo a vida devagar para saborear cada gole que escorre. Como o rio.
Só rio e choro menos, mesmo sabendo que dentro de mim continua água que vez em quando transborda em lágrima.
Decisões e decidida, virou mulher a menina. Liberdade e conquista.
Rio que vira asa, rio que vira casa, retorno de saturno.
Deixa eu ver, deixa chover porque a água purifica a alma. Ímpeto e tempestade e o tempo que não para.
Por isso navegar, navegar...

terça-feira, 21 de abril de 2009

Intensidade

(para São Jorge, já que é quase o dia dele!!!)


já tive esse prazer, confesso...


...em pretérito imperfeito!
(fotos de Digão Duarte, 2007)

Já perdi a noção do tempo, me rei-vento. Caminho entre o ontem e o amanhã como quem anda sobre espumas de um oceano profundo. Sinto o bom gosto das escolhas, gosto das escolhas: o que sou equivalente a tudo que deixei de ser.
E tem outras coisas que deixei e retomo ou retomarei, porque sempre escolho o momento de cada sabor. Eu sou bor-bo-leta. Espiral, metamorfose quântica.
Já perdi a noção do espaço, me acho. Em com-textos que São oração.
(Hoje comemoro três semanas que escolhi em mim o ar puro: eu já não mais fumo!!! )
Ando devagar nas espumas que flutuam e às vezes afundo agitada no oceano profundo. Eu mundo, venho, vinho e não abro mão; é sinônimo de amor, amizade ou paixão.
Vital.
Preposição para. Outros. Por. Mim.
Enfim, eu mergulho, me orgulho, eu vôo, eu vou, nada vão. Em infinitivo, definitivo, metamorfose ou gerúndio, sim e/ou não.