quarta-feira, 15 de abril de 2015

FÉRIAS



Hoje vou sair pra rua
Sem guarda chuva

Vou me molhar
Lavar a alma
E o vento secar.

Hoje vou amar
De todas as formas
Que a vida me permitir experimentar.

Hoje vou ficar em silêncio
Vou aproveitar meu momento
De só ser.

Hoje vou ler histórias
Vou resgatar memórias
Vou  me entregar.

Porque os bolsos estão  vazios
Só tenho o peso do Cio
E a experiência da vida
Que me grita todo dia:

LI.BER.DA.DE.

segunda-feira, 30 de março de 2015

VOLTA.



Por um fio
Do cabelo
Que cresceu:
A vida;
Você e eu.

E tudo o que passou...
Algo ficou.

Cigarro apaga,
Amor também acaba.

Mas outros virão
Como a segunda-feira
E meia- noite que chega
Num  poema
Ou numa canção.

Sem mais
Palavras
Amar.
Na sinceridade que
 Doa.
Somente o que tem para doar.

terça-feira, 24 de março de 2015

CREPÚSCULO


Meu filho
Que se faz tão vivo
Em seus desenhos multicoloridos


Nem a mais lida rima
Nem o melhor poema
É tão infinito
Como teu sorriso lindo


 Um silêncio me invade
 No tempo da sua ausência
 Me resta uma certeza;
 És a minha essência.

domingo, 18 de maio de 2014

Retomda 2 (para Salve Jorge!)


Das fotos, fatos, fodas. Tempo passa... escrita e só. É o que fica. Idade... não trocaria menos dez anos nem toda a ingenuidade por um pingo de maturidade.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

RETOMADA


A ladeira da preguiça...Agora subo devagar. Como diz Quintana: o saco de ilusões esvazia; E assim chego lá. E vamos todos, para o mesmo lugar. Aprendi a dizer não e adulteci. Aprendi a descansar quando adoeci. Filho, trabalho, engarrafamento, violência, passarinho. Eles passarão. Só eu sou meu ninho. E assim vou. voô.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

ESTRADA

Dos medos: cresço, me fortaleço. Eu escrevo. Dos sentimentos: Vivo em cores e texturas. Intensa mente. Noite escura loucura. E duas mil voltas que o mundo dá. Algumas coisas se perderam por lá... Silêncio fora Turbilhão dentro Dissolvo-o numa longa caminhada. Textos e sons São Contextos: Imagens, palavras, mensagens... Vida barroca, algum reencontro e um gosto de Sol.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

TEMPO (para Dora Gitel Tuev)

Ele corre tranquilo, incansável. E eu, como retardatária, sempre gritando atrás: “me espera!” Perco a voz, nunca o alcanço. E ele nem acelera... Afina o calendário com as folhas que caem. Engrossa o livro da vida, as folhas que escreve. E a certeza de que o que sempre foi nunca mais será. Não há onde caiba o amor materno. Nem quem meça o tempo do sono da criança. E às vezes, no turbilhão, esqueço a ânsia e lembro: passa a criança, eterna é a infância. Calmaria. Quase sempre esqueço: Dar um tempo para compreender as coisas que não entendo. Até já aprendi a mais importante parte: saborear a vida com arte. Qualidade é tão melhor que quantidade. O que é bom não se mede, não se pesa. Só preciso praticar... Tempo da mente materializa o que se pensa e o que se sente. Sentipensar, intuição... Por favor, Me dê a mão! Corre comigo! Seja meu amigo! Meu presente: Eterno presente. Não consigo te acompanhar. Meus bolsos estão pesados de passado e o peso invisível de futuras suposições que tiram o prazer da surpresa, do que se ganha sem esperar: por merecimento, porque se pode verdadeiramente carregar. O que é bom não mede, não pesa, não cabe. Nem sempre, nem nunca. Corre de mãos dadas, lado a lado. Com o prazer de simplesmente existir. O imutável é que tudo muda. E ele corre. E incrivelmente continua lá: no mesmo lugar - nem novo, nem velho- Simplesmente sendo: O Tempo.