quarta-feira, 27 de maio de 2015

6 anos



Tenho novas verrugas
Poucas rugas
Uns quilinhos a mais.

Tenho menos pelos
Longos cabelos
Não mais naturais

A boca não muda
Nunca muda
E sempre quer mais...

Tenho um filho
E tive marido
Que já não tenho mais

O mesmo olho
nunca o mesmo olhar;
trago n´alma
uma essência calma
de quem sabe lutar.

Seis anos
Intensos
Imensos
Muita história para contar.

Construí  um castelo
Armei um império
E depois quis derrubar

Porque em seis anos
Fiz minha casa
Mas fechei minhas asas

Eu! Que nasci para voar...

domingo, 24 de maio de 2015

Janelas


Tenho janelas em casa, na alma, no computador. Janelas da vida, do estudo, do amor... Janelas que nem sei. Às vezes fecho tudo, não quero o mundo. Mas quando vejo, num lampejo, alguma janela se abriu sem fim. E no jardim ... surpresa: beija-flor e borboleta! É quando não se espera nada que tudo acontece, porque a vida é assim, as coisas não dependem de mim; o dia simplesmente amanhece. Amanhece lá fora, palavras que me tocam agora. Mas também aqui no peito, não tem jeito; outra janela. Florida, às vezes aflita, e, a maturidade que grita: esquece, o dia simplesmente amanhece, até com poesia. E perceber que o silêncio é um delicioso momento... sigo aguando as plantas, me desaguando em esperanças. E de repente, surpresa; um poeta em minha vida, que beleza!

quarta-feira, 15 de abril de 2015

FÉRIAS



Hoje vou sair pra rua
Sem guarda chuva

Vou me molhar
Lavar a alma
E o vento secar.

Hoje vou amar
De todas as formas
Que a vida me permitir experimentar.

Hoje vou ficar em silêncio
Vou aproveitar meu momento
De só ser.

Hoje vou ler histórias
Vou resgatar memórias
Vou  me entregar.

Porque os bolsos estão  vazios
Só tenho o peso do Cio
E a experiência da vida
Que me grita todo dia:

LI.BER.DA.DE.

segunda-feira, 30 de março de 2015

VOLTA.



Por um fio
Do cabelo
Que cresceu:
A vida;
Você e eu.

E tudo o que passou...
Algo ficou.

Cigarro apaga,
Amor também acaba.

Mas outros virão
Como a segunda-feira
E meia- noite que chega
Num  poema
Ou numa canção.

Sem mais
Palavras
Amar.
Na sinceridade que
 Doa.
Somente o que tem para doar.

terça-feira, 24 de março de 2015

CREPÚSCULO


Meu filho
Que se faz tão vivo
Em seus desenhos multicoloridos


Nem a mais lida rima
Nem o melhor poema
É tão infinito
Como teu sorriso lindo


 Um silêncio me invade
 No tempo da sua ausência
 Me resta uma certeza;
 És a minha essência.

domingo, 18 de maio de 2014

Retomda 2 (para Salve Jorge!)


Das fotos, fatos, fodas. Tempo passa... escrita e só. É o que fica. Idade... não trocaria menos dez anos nem toda a ingenuidade por um pingo de maturidade.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

RETOMADA


A ladeira da preguiça...Agora subo devagar. Como diz Quintana: o saco de ilusões esvazia; E assim chego lá. E vamos todos, para o mesmo lugar. Aprendi a dizer não e adulteci. Aprendi a descansar quando adoeci. Filho, trabalho, engarrafamento, violência, passarinho. Eles passarão. Só eu sou meu ninho. E assim vou. voô.