quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Aniversário


Nem toda minha fé é capaz de falar sobre quem tu és... Menino do cabelo  dourado, iluminado, amigo, tão crescido e sempre  comigo. Herói ou inimigo, príncipe, bruxo,  passarinho...sempre a criar nas brincadeiras do teu profundo imaginar...
  Menino de azul, és meu blues, meu samba, meu funk,bossa-nova, rock, pop, punk. Às vezes uma canseira, uma dor de cabeça com tanta brincadeira... mas  passa, pois é a minha melhor dança; Amada criança!
E tudo passa tão rápido...sobretudo sua infância...
 Tudo voa...igual a você; ontem um bebê!  Curitibano-carioca, que já voou para Argentina,  Inglaterra, Paris e  um bom tanto desse nosso país... E vais voar muito ainda, porque és livre, vais crescer, conhecer, mudar o mundo, ser gigante e ajudar aos aspirantes... ( E quando cansar, lembrar sempre que tens um colinho que é só teu, nesse lugar...  Esse lugar que se chama: MÃE).  
A beleza da simplicidade diária é a nossa verdade... Porque não trocaria a volta ao mundo pelas viagens cotidianas no elevador  ao seu lado, esse nosso doce itinerário...
 Não, não te preocupes com o tempo: viva seus momentos.  Brinque com ele como om um cata-vento,  faça o seu horário; hora desenhista, hora artista,  cientista ou cozinheiro... Brinque, pois o  tempo será sempre  teu  companheiro.
 Seis  anos e me ensinas como um sábio, como um ancião... és uma alma bem velinha, e eu, essa  mocinha,  é que fui escolhida como sua mãezinha... Pensando bem, eu é que sou  tão pequenina!
Menino de todas as cores, de luz, como tua mente seduz... marrento, birrento, mas acima de tudo, um bom exemplo. Pureza, beleza, caráter. Isso com só seis anos de idade...
 Obrigada, filho meu, presente melhor que Deus me deu... Ria dessa tua mãe boba, careta, cafona... sem palavras, só  algumas pobres rimas ou piadas...
Porque palavras nunca serão capazes de traduzir o que não se vê, o que não se fala, o que não se mede, o que não se expressa, o que não se sente, não se pensa... aquilo que nos liga, no infinito, mais bonito, mais puro e verdadeiro que  só pode-se dizer  do amor, maior que tudo, que sinto por você inteiro: corpo, mente, alma, qualidades, defeitos ou vaidades.
Afinal, somos humanos...

(Mas entre nós: mães e filhos sabem que são um pouco mais; entre nós de cordões umbilicais!)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

DESCOBERTAS (para E. W)



















Das Sinas, dos Sinais
Das  rimas
 Melodias…
Live and Let Die.

Mundo umbigo
Signos
Ritos
Inimigos
Olhos fixos num caminho...

Sementes ao vento
Plantam ao alento
Criam
E Deus Sorri...

Mas o retorno
É o que vai persistir.

Sol poente
Volta para casa
Mudam as roupas
Mas seguem a mesma estrada...


E uma estrela cintilante
vai surgir... 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

HISTÓRIAS...



E aquela vontade enorme
De saber toda a historia
De toda a humanidade...

Como tudo começou
O que veio antes
Onde tudo se misturou

Dos povos antigos
Celtas, gregos, egípcios
Dos povos latinos
Da cultura que imigra.

Saber da espiritualidade
Dos Druidas, dos Cohens, dos Frades.
Dos Deuses que já não há.

Da mesma essência
Que pertence a toda essa gente
Do passado e do presente
E um futuro a esperar...

Para onde ir, onde chegar
Essa caminhada...

Mais de 30 mil anos de história
Onde se guarda tanta memória?
Milhões, bilhões de pessoas...
E eu aqui, solitária

A filosofar... 

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

PEDRAS



Que a dor  venha
Forte e intensa
Como o improviso de blues

Que sejam os cortes
Os crimes
Os corpos nus

Que gritem as feridas da alma
E que saia o peso do corpo
Do outro

Isso me acalma.

Que se esvazie o copo cheio
A última gota
 d´água,
De sangue
De lágrima

Já caiu.

O portal já se abriu

O caminho
Invento
Com o carinho
Do vento
Que bate em mim.

E assim vou
Devagar...
Andando
Pensando
Sentindo
Amando
Cantando...

Porque essa sou eu
Às vezes,
Só eu...

Mas como não ser só
Se só
É que sei ser.

Com minha vida
Minha  fé
Minha verdade
Minha vontade

E a alegria
De saber
Que mesmo na agonia

Estou com você. 

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

QUÍMICAS


De repente
Faltam rimas
Para minhas poesias...
Adormeço
E esqueço
Do complexo
Que é viver...

De repente
Sinto o vento
E me reinvento
Encontrando o melhor de mim

Prazer sem fim

A grandeza
Das coisas pequenas
Silêncios,
Sabores,
Surpresas!

Novas ruas
Estar nua
Perceber  os recados
Em músicas, placas, piadas ou trocados

Não por ser bruxa
(que nem sei se sou, mas adoraria)

Mas por ter o presente conectado.

domingo, 16 de agosto de 2015



UNIVERSO  (para Carol )

Sempre igual
Amanhece o dia
tão normal.

Nas ruas em que  passo;
Cada passo
Cada esquina...
Uma nostalgia.

Os sapatos mudam
As caminhadas ficam...
Antes ruas
Agora cidades...
Saudades.
Novos caminhos...

No futuro;
outros países.
E continentes;
Novas gentes.

Tanta vida...
E o que fica:

Um jeito de menina. 

domingo, 26 de julho de 2015

PARADOXO DE FERMI



Não comi um bom prato
Nem fui  ao mercado.

Almoço e janta de pizza requentada,
Só  corri  na praça,
Socorri-me em casa.

No prazer do silêncio...

Repararei  a beleza das folhas de inverno no chão
E dei um pouco mais de atenção
Ao meu eu

Li sobre o cosmos
Infinitos quilômetros
e tantos anos-luz...

Mas hoje só me seduz
Relembrar com Drummond  uma poesia;
Respostas da vida.

E eu aqui
Cabelo lavado
Pijama de seda
E uma leveza...
O universo sem fim
É este silêncio em mim.