sábado, 12 de abril de 2008

(imagem do mestre Carlos Zéfiro)
Na esquina. Ventre. Liso e sorriso. Sem dente. Um segundo que fere, uma segunda-feira. A eterna sensação de que tudo escorre pela mão. Sim e não, sem lenço e silêncio. Sem paixão. Um pequeno presente e muita doença. A espera de alguém passar sem expectativa nem ansiedade; há penas. Necessidade. Fome, sem versos. Diversos. Chuva e buzina, nunca canção. Frio, casca dura e solidão. Não há saudade, não há vontade, não há tesão. O que há de mais precioso: um pano de chão. Madrugada. Uma puta. Uma pena.

21 comentários:

Kalar disse...
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rm disse...

Difícil comentar, Juliana.

Não os versos, muito bons, na minha modesta opinião. Mas o mérito.

Com a pouquíssima experiência que tive com as chamadas representantes da mais antiga das profissões, desconfio que a necessidade ainda fala mais alto que o destino.

Mas, como disse, não sou expert...

Ju disse...

RM:
o mérito do meritrício é o vício.
obrigada pela vista...
bjs!

Fernando Santos (Chana) disse...

Olá amiga Juliana, gostei e interpretei de certa forma com alguma procupação o seu belo post!
Um abraço

Luis Gomes disse...

Ju, com essa prosa, à beira da poesia deixou no ar um "quero mais" para compreender e me deleitar na tua escrita. Gostei mas poderia ser mais extenso. Sem juízo de valores porque o texto não exige isso no momento. Prescinde desse expediente pelo simples fato da poesia desnudar a carne com ou sem vício.

Ju disse...

por que te preocupas, Chana?
Luiz... outros textos virão. a poesia não cala...
beijos

FERNANDA & POEMAS disse...

Olá querida Ju, vem do coração!!!
Beijinhos de carinho,
Fernandinha

Vieira Calado disse...

Um belo apontamento, de que gostei.
Obrigado pelas visitas à minha POESIA, ASTRONOMIA, e o CÃO MERDOCK.
Mas, aqui, o texto, a mulher das bananas não é meu. É da Lina Vedes. O seu a seu dono.

Bom resto de Domingo.

Beijinhos

Lord of Erewhon disse...

É depois da maturidade que o desespero fica agridoce...

Dark kiss.
P. S. Já respondi para o e-mail do teu Perfil.

Novia de América disse...

não há saudade e não há tesão... isso fere, sim que faz ferida.

Me gustó mucho esto que escribiste, JU. Un besote grande, grande.

Fernando Rozano disse...

texto escrito em linguagem essencial, direta. sensível, sobretudo com a aridez da vida para muitas. talvez destino, talvez sina, talvez... Beijos, Juliana.

Nilza disse...

Que honra ter vc em meu blog!!

Seus versos falam por vc? Então vc sabe o que quer.

Beijos

Tiago Moreira disse...

Pôcha moça escrevestes sublimemente sobre as damas da noite, verdadeiras guerreiras que têm de sublimar todos mos seus sonhos e desejos e fazer de seu corpo seu objeto de trabalho, se submetendo a todo o escárnio humano.

Lindo escrito, muito forte!

Tu és uma mulher incrível, inteligente, culta e sagaz.

Adorava os Catecismos do Zéfiro na minha adolescência, eu tenho um tio que tinha uma coleção enorme, daí, eu e um primo meu que descobrimos e demos a maior baixa, até ele descobrir, Kkkkkk.

Beijos.

cheguevara disse...

triste y hermoso*
abracio
CHE

Ígor Andrade disse...

Parece que todo dia é segunda pra mim. Preciso de mais sábados e domingos!

Abraço!

WILLIAM (Penso, Logo Escrevo...) disse...

Gostei do seu Blog.

É bom encontrar textos que nos dão o prazer de lê-los.
Continue escrevendo.
Abraços,

FINA FLOR disse...

ai que lindo, querida.

um tanto triste, mas belo.

o bom é que sempre amanhece depois da noite fria, né?

beijos e bom feriado,

MM.

Sr do Vale disse...

Ju, faça do pano de chão, um tapete mágico.

P.S.: Já fizeste.

Abraços.

O Profeta disse...

Total é a loucura do querer
Breve é chama da doce paixão
Total e insubmissa é a verdade
Que emana do teu terno coração

Sigo os passos da tua procura
Queda-se teu corpo nu em melodia incompleta
És instante da bondade dos Deuses
O canto de uma ribeira que o sol desperta

Boa semana


Doce beijo

Jordan Duailibe disse...

[b]Ju adorei o "há penas..."E a parte final também que dita:"Não há saudade, não há vontade, não há tesão. O que há de mais precioso: um pano de chão. Madrugada. Uma puta. Uma pena."Ficou lindo,adorei mesmo,e a foto do Zéfiro ficou mais perfeita ainda pro enredo do texto,continue com teus arranjos mágicos

Oliver Pickwick disse...

A difícil vida fácil descrita num texto tocante e, devidamente ilustrado por um desenho do Carlos Zéfiro.
Acho que li a coleção completa entre a minha infância e adolescência. Bons tempos!
Um beijo!