(imagem do mestre Carlos Zéfiro)

Na esquina. Ventre. Liso e sorriso. Sem dente. Um segundo que fere, uma segunda-feira. A eterna sensação de que tudo escorre pela mão. Sim e não, sem lenço e silêncio. Sem paixão. Um pequeno presente e muita doença. A espera de alguém passar sem expectativa nem ansiedade; há penas. Necessidade. Fome, sem versos. Diversos. Chuva e buzina, nunca canção. Frio, casca dura e solidão. Não há saudade, não há vontade, não há tesão. O que há de mais precioso: um pano de chão. Madrugada. Uma puta. Uma pena.
21 comentários:
Difícil comentar, Juliana.
Não os versos, muito bons, na minha modesta opinião. Mas o mérito.
Com a pouquíssima experiência que tive com as chamadas representantes da mais antiga das profissões, desconfio que a necessidade ainda fala mais alto que o destino.
Mas, como disse, não sou expert...
RM:
o mérito do meritrício é o vício.
obrigada pela vista...
bjs!
Olá amiga Juliana, gostei e interpretei de certa forma com alguma procupação o seu belo post!
Um abraço
Ju, com essa prosa, à beira da poesia deixou no ar um "quero mais" para compreender e me deleitar na tua escrita. Gostei mas poderia ser mais extenso. Sem juízo de valores porque o texto não exige isso no momento. Prescinde desse expediente pelo simples fato da poesia desnudar a carne com ou sem vício.
por que te preocupas, Chana?
Luiz... outros textos virão. a poesia não cala...
beijos
Olá querida Ju, vem do coração!!!
Beijinhos de carinho,
Fernandinha
Um belo apontamento, de que gostei.
Obrigado pelas visitas à minha POESIA, ASTRONOMIA, e o CÃO MERDOCK.
Mas, aqui, o texto, a mulher das bananas não é meu. É da Lina Vedes. O seu a seu dono.
Bom resto de Domingo.
Beijinhos
É depois da maturidade que o desespero fica agridoce...
Dark kiss.
P. S. Já respondi para o e-mail do teu Perfil.
não há saudade e não há tesão... isso fere, sim que faz ferida.
Me gustó mucho esto que escribiste, JU. Un besote grande, grande.
texto escrito em linguagem essencial, direta. sensível, sobretudo com a aridez da vida para muitas. talvez destino, talvez sina, talvez... Beijos, Juliana.
Que honra ter vc em meu blog!!
Seus versos falam por vc? Então vc sabe o que quer.
Beijos
Pôcha moça escrevestes sublimemente sobre as damas da noite, verdadeiras guerreiras que têm de sublimar todos mos seus sonhos e desejos e fazer de seu corpo seu objeto de trabalho, se submetendo a todo o escárnio humano.
Lindo escrito, muito forte!
Tu és uma mulher incrível, inteligente, culta e sagaz.
Adorava os Catecismos do Zéfiro na minha adolescência, eu tenho um tio que tinha uma coleção enorme, daí, eu e um primo meu que descobrimos e demos a maior baixa, até ele descobrir, Kkkkkk.
Beijos.
triste y hermoso*
abracio
CHE
Parece que todo dia é segunda pra mim. Preciso de mais sábados e domingos!
Abraço!
Gostei do seu Blog.
É bom encontrar textos que nos dão o prazer de lê-los.
Continue escrevendo.
Abraços,
ai que lindo, querida.
um tanto triste, mas belo.
o bom é que sempre amanhece depois da noite fria, né?
beijos e bom feriado,
MM.
Ju, faça do pano de chão, um tapete mágico.
P.S.: Já fizeste.
Abraços.
Total é a loucura do querer
Breve é chama da doce paixão
Total e insubmissa é a verdade
Que emana do teu terno coração
Sigo os passos da tua procura
Queda-se teu corpo nu em melodia incompleta
És instante da bondade dos Deuses
O canto de uma ribeira que o sol desperta
Boa semana
Doce beijo
[b]Ju adorei o "há penas..."E a parte final também que dita:"Não há saudade, não há vontade, não há tesão. O que há de mais precioso: um pano de chão. Madrugada. Uma puta. Uma pena."Ficou lindo,adorei mesmo,e a foto do Zéfiro ficou mais perfeita ainda pro enredo do texto,continue com teus arranjos mágicos
A difícil vida fácil descrita num texto tocante e, devidamente ilustrado por um desenho do Carlos Zéfiro.
Acho que li a coleção completa entre a minha infância e adolescência. Bons tempos!
Um beijo!
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