sábado, 22 de dezembro de 2007

ADEUS ANO VELHO...




Às vezes me surpreendo com o descaramento que tenho de falar tanto a verdade. Amores, oportunidades, amigos... Talvez tenha perdido muita coisa, mas como é bom estar limpa, transparente tranqüila com a consciência. Por um único motivo: ouvir o coração. Pudera eu fugir dessa voz, mas em mim ela não fala; grita, berra. Única escolha e já era!
Hoje tem uma palavra que me dá muita vontade de dizer... é: “Obrigada”. Então vou repetir, repetir e repetir: O- BRI- GA- DA.
Não sei por que, nem para quem. Talvez para a vida, essa infinita imensidão que abarca todos nós e que mesmo nas dúvidas se faz presente pelo fato mais óbvio que é o existir. Tão óbvio que até se torna banal e daí já estamos lá, perdidos naquele mar de quereres, ansiedade, raiva, medo... Pontos negros na estrada que se varridos para baixo do tapete afundam na terra e renascem como galho torto, vento, escuridão e tempestade.
Prefiro sempre a luz, essa que me guia nos momentos de solidão, de gratidão, de criação... Essa que me traz tantas pessoas, presentes, lembranças, momentos, conhecimento. Essa que me diz que o ano acabou, mas que apesar da idade, do fim da ingenuidade, a vida sempre só está começando. Sempre. Até no fim.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

HOJE



Tô feliz e sem mais palavras só quero postar minha alegria!

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

LUZ


um algo muito mais profundo, muito mais conteúdo, que é o viver: tão livre quando desprovido de querer.
Um corpo que comporta uma mente, um coração e, acima de tudo, muita história. Histórias do que não se vê, do que é sagrado, segredo, eterno e único. E que pode ser traduzido para quem vê de fora como ilusões, mas que na verdade são ondas que vibram o lago com a pedra jogada pelas mãos da curiosidade-intuição infantil.
É da fragilidade que vem a beleza da maior força; é dos medos que se descobre a coragem; já disseram que disciplina é liberdade.
Bom é trilhar caminhos, ter metas, seguir retas. E melhor ainda é andar pelo caos com a única certeza da incerteza.
Respiro e lembro que em meu corpo há espaços infinitos que me ligam ao céu, a terra, ao cosmos, ao universo. E inspiro um pouco mais de confiança em Deus, em Eus, na criança. Porque é sempre rima, lira, brincadeira de roda. Puro como a flor, a bondade e o amor.
Na grande barca que nos leva, algumas lágrimas são necessárias para temperar a vida. Lubrificar o olhar e lavar a janela com a alma dentro para estender sem grampos no varal e deixar que quem carregue seja o vento...

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

PLAY WITH ME, OU, TEM ALGUÉM AÍ?

Momentos e momentos de vida... fico querendo entender todas as diferenças passado/presente e tentando sonhar com o futuro, sempre em gerúndio, porque do nada se fez o verbo.
Esse futuro de outrora e que agora é passado, de sonhos realizados; de comerciais de tv que gravei, mestrado que conclui, aulas na faculdade que ensinei, espetáculos quem montei, amores que vivi...
Isso e outras coisas talvez tão menores e tão mais simbólicas como a Juliana de uns três ou quatro anos atrás que vi hoje caminhando por uma rua escura e tomando banho de chuva.
Sim, hoje passei pela mesma rua, com a sensação da mesma chuva, e vi a Ju lá: com seus sonhos, suas angústias e sua poesia dos 23 anos. Tomava banho de chuva no escuro, sem medo. Ela só queria caminhar e se estava à noite e chovia não importava, porque ela podia pegar um táxi e voltar a qualquer momento.
Ela fez isso só para me mostrar, hoje para a Ju dos 27 anos, que nada é um caminho sem volta. Mas as experiências de vida é que vão lapidando a alma e nos fazendo adultas, velhas e vida. Lembro de Miguel Sanches Neto que li ontem: só quero envelhecer em paz!
Acho que no fundo eu também só queria isso, mas os sonhos de juventude, a ingenuidade de criança, os medos de adolescente ainda se fazem tão presentes. Coisas que outrora eram uma dificuldade e hoje se revelam tão simples e outras que são tão simples que ainda tenho tanta dificuldade de entendê-las... mesmo assim mantenho a fé na vida que me presenteia com pessoas que aparecem para iluminar meus caminhos, outras para confundir, mas, indiscutivelmente, todas para dizer: isso é viver.
E qual a segurança que espero como colo de mãe que afaga seu bebê? Nenhuma, a não ser pensar que amor de mãe é o maior que há, mas que toda a procriação vem da insegurança de pensarmos que não somos eternos.
E eu ainda tento me eternizar em textos e palcos... e me pergunto se foi o que escolhi! Mas, é o que sei fazer, o que pulsa em mim e não posso fugir. Tenho muita sede e muita fome e penso que com meus quarenta ou meus sessenta anos não vou ter aprendido, ainda, a viver.
Vou tentando enquanto isso, entre letras, pedaladas, tragos, caminhadas e saudades de um banho de chuva noturno sem medo e sem apegos...

domingo, 25 de novembro de 2007

DAS COXIAS...




Faz muito tempo que não escrevo. Estava na correria de todos os preparativos para o espetáculo que hoje apresentei, e só agora me dou conta de tantas coisas...
Meus olhos estão mais verdes do que nunca, do choro que veio da alma. Um choro lindo, bom, purificador. Queria que todas as pessoas pudessem sentir o que hoje se passa em mim.
Tantas coisas que só agora percebo: toda a tensão, as dúvidas, os medos e a ansiedade. Tudo que me traz até aqui e me deixa uma certeza: sou artista.
Sou artista e sinto o mundo pelos canais da sensibilidade. Tem seu peso e tem sua vantagem.
Só quem vive o que é estar no palco sabe a marca de tudo o que sinto agora. Todo o processo duma carga emocional que se transmite naquele aqui e agora que já passou.
E também todas as pessoas que também passam na vida. Umas que marcam porque ficam, outras porque simplesmente passaram.
Eu que nunca liguei para carro, casa, roupa, corpo da moda. Mas que nunca deixei de viver na plenitude um momento que a vida me presenteou, que nunca tive medo de amar e me entregar para qualquer pessoa que em mim isso buscou ou que a mim ofereceu amor.
Eu que era a criança que se escondia nas cortinas sem saber que era medo e proteção. Eu que hoje subo nos palcos, que me mostro por cortinas, que empresto de tantos outros um bom tanto de vida.
Eu que às vezes erro por ingenuidade, por desafio, por tolice. Mas nunca por mentira ou falta de coragem.
Tenho o peito aberto, a alma em pele, a mente em céu e os pés em flor.
Cada dia um novo desafio e uma nova descoberta. Sei que sou tudo o que abri mão nessa vida. E aí está o valor das escolhas por onde vou. Os caminhos que não acho eu mesmo faço.
Pago sempre para ver e agradeço aos desafios que com amor e arte, descubro mais tarde, são meus caminhos!

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

ELA.

Na angústia ouve a voz que diz: vai ao fundo da tua dúvida. Mesmo sem ar, vai sem fraquejar, sem fugir, sem sofrer. Apenas sentir para compreender. Ou, ao menos, para compensar.
O que está desajeitado revela um encaixe errado, é preciso arrumá-lo. O que está por vir...
Uma criança brincando com a bonequinha no passado. Infância feliz, mini pessoa de verdade que brincava com mini imitação de pessoas.
Hoje vôo. Livre arbítrio e voa para aonde se quer. O duro é só decidir o que quer pois tudo parece escorrer pelas mãos.
Há tantas possibilidades, tantas oportunidades e um só momento: o agora.
A menina brinca com sua boneca no passado.
A ave voa no futuro.
Ainda não soaram as (des)esperadas doze badaladas.
Sem surpresas e nem caixa de bombons.
Então só resta, mesmo possuindo tantas lindas palavras, o incansável perguntar: e agora?

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

DO TODO E DAS PARTES



(Circo de Verão Tim/Nókia 2005)

Hoje só quero dizer boa noite e me deitar. De repente tudo muda; salto quântico. Nem silêncio, nem respostas; só surpresas. E a melhor surpresa é nada. Poder viver com a mente vazia de anseios, o coração livre de desejos e o corpo distante das cobranças. Andanças que revelam: não há passado que se compare ao presente. Mudanças. Acontecem constantemente, isso é fato, isso é o momentum que aprendi na física quântica. Tem um poder de mulher que só aparece com o tempo, algo precioso, que ainda não entendo... Mas sinto que bom é ter as coisas e melhor é saber quando abrir mão delas. Porque há momentos que se avança tanto que o recuo é a melhor saída. Vida.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

PARA OS VISITANTES DO TUDOAZULZIM!!!




( FLOREZINHAS PARA VOCÊS!!!)


A vida é boa, não tenho dúvidas. Daí, em pleno caos-de-fim-de-ano-muito-trabalho-mil-coisas-e- muitas-outras-dúvidas Elis me canta:"vivendo e aprendendo a jogar, nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas vivendo e aprendendo a jogar".
Pronto. Era o que precisava ouvir para parar.Tudo sentir e nada dizer. E sim, há tempo para escrever um post. Há tempo para sonhar. Há tempo para abrir as malas e ver o que inutilmente está pesado. Há tempo para palavras. Há tempo para se dar um tempo. Há tempo para planos e promessas. Há o agora, e só esse importa.
O blog tem recebido visitas inusitadas, de poesia profunda. Recados lidos, sentidos e sonhados que me tocam como a voz de Elis. A vida me traz palavras repostas quando preciso. Aprendi que o que não preciso é procurá-las, mas estar aberta para recebê-las. E sei que o que mais preciso são sonhos, com mente em céu e pés na terra.
É ... gosto mesmo é de sonhos. Imprecisos e contradição.

sábado, 3 de novembro de 2007

JUST A PERFECT DAY



Então são folhas em branco a espera de palavras. Mas tem certos momentos que não há palavras, nem momentos e muito menos certezas. Só o branco. Suspensão. Aí o pertinente silêncio e o tempo. Sempre e presente. Ilusões existem e são fundamentais; o que varia é a duração e a intensidade. Coisas de idade. Tem também o caos de alguém que geralmente é o desejo de outrem. Contraditórias e jocosas leis de viver. Ando em linha reta e quando percebo os rastros da caminhada são sinuosos. Ainda bem!

terça-feira, 30 de outubro de 2007

COMPAGNONNAGE (kompanhonáje) s.m. Associação de operários

Vamos brincar de MEME?

É assim:

1ª) Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2ª) Abra-o na página 161;
3ª) Procurar a 5ª frase completa;
4ª) Postar essa frase em seu blog;
5ª) Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6ª) Repassar para outros 5 blogs.

Podem postar as frases lá nos comentários do www breviario org/cumulusnimbus

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Vez



(Desenho de Maiyto, meu querido amigo-pintor de Cuba)

Quando a presença é a ausência... Ouço música, escrevo um texto, corro, viajo, renasço e morro. Um sorriso de canto, um momento, um sentimento. Um tango. E a certeza que tudo vai passar, sobretudo as certezas. São nuvens no céu do tempo, tudo azul, vezes cinza, vezes preto, vezes tudo e nada. Vezes vozes. É um segundo, é um segredo. De despertar entre as asas acorrentadas e uma mente bem liberta. Incerta. Contradição de espaço, tempo, ação. Canção. Uma dança e uma pausa. Sou borbulhos e borboleta , sou flor, aliteração, rima. Sou violeta. Sou amor-perfeito em tempo verbal imperfeito. Sou sim. Às vezes, não.

sábado, 20 de outubro de 2007

INFINITO




Ela tinha sonhos coloridos e musicais. Mas às vezes eles gritavam: extrapolavam o limite do onirismo e invadiam a vida da menina, que nada entendia. A sorte é que na infância a inconsciência brinca de roda com a razão.
Na adolescência, dos sonhos que conhecia tinha o controle. Mas dos que vinham de surpresa, arrebatadores, intensos (e por isso, perversos), desses, ela era vítima. O pior é que no fundo, por mais que lhe rasgasse o peito, acabava por se entregar a eles, afinal, eram sonhos coloridos e musicais. Foi assim que cresceu e aprendeu a conviver com o que lhe diferenciava da maioria das pessoas.
Criou um ritual de sobrevivência: quando um desses sonhos lhe arrebatava, ela saia, aos assovios, andar de bicicleta. Sem destino. Um gosto de liberdade que lhe acalmava e dizia: “espera, são sonhos que você compreenderá adiante.”
E assim a menina virou mulher. E um dia, depois de sonhos coloridos, agora entre flores e desejos, pedalou tanto que caiu no universo infinito onde encontrou um caminho de fogo sobre um lago tranqüilo. E aí compreendeu tudo: não precisava compreender mais nada.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

SURPRESAS

Planejava tudo, tudim, tudoazuzim, tudocertim. Escalas, padrões, esquemas, horários, regras, raízes, sistemas, certezas. Nada poderia dar errado com tanto cálculo. Nada. Estava tudo devidamente planejado, até as emoções (para elas tinha uma gaveta no coração). O resto tudo certo: planos racionais na mente, planos reais no corpo. Materiais na ação. Iria ver o mundo da mais alta torre se tudo desse certo. E estava certa que tudo daria.
Colocou os planos numa pasta rosa e saiu saltitante e feliz; à vida! (Até então ainda não havia vivido, estava sempre planejando).
E na primeira esquina: ploft, o tombo que levou ela e que levou todos planos dela. Ao chão. Também uns ao vento, outros à lama.
E ela tinha agora as mãos e os joelhos esfolados. E o sentimento de saudade. Esse que ela tinha esquecido de pontuar em suas planilhas (porque na verdade nem o conhecia).
Agora sim; Bem vinda à vida!

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

RETRATO




(para Daniel Caron, o autor da foto!)

Eu amo o tempo. O tempo que hoje se mostra em marcas no corpo e rosto como expressão do que vivi. Sem arrependimento, sem medo. O tempo que me faz ser criança feliz quando estou com minhas crianças e me faz mulher quando pés no chão de anseios. O tempo que transfiguro em palavras para tentar me eternizar, o tempo da musica e da poesia tão presentes da/na vida. O tempo que corre não corre em mim; corre em mi, às vezes em ré e sem dó, que est si e que fa-la; o tempo Sol. O tempo que se abre em caminho e caminhada que curto longa estrada. O tempo do sangue no meu corpo que respira e transpira momentos eternos e efêmeros, segundos e vidas. Infinito alimento do coração que em mente e mão transmuta trabalho, história e memória. O tempo dos sentidos e também da razão, por que não? O tempo que procuro mil palavras, mil metáforas, mas que é tudo e nada. O tempo da boca: de cada beijo, de cada gole, de cada tragada. O tempo do cheiro que vem da profunda inspirada.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Espiral.

Momentos se abrem como sorriso em tentativas e persistências. Desistência jamais, somente a suspensão às vezes é válida. Os guias são as palavras, como bolhas de sabão na fragilidade e beleza etérea de todas as cores e da liberdade suave. E como bolhas que se estouram o silêncio é também é tão pertinente... é o tempo, grande guia. De mãos dados com a música e a poesia floresce o caminho e lá na frente traz respostas que fazem lembrar sonhos do passado, outrora tão surreais e no presente (o presente) tão reais. É pensando bem que se conclui que fechar com sorriso também é sempre bom. E assim me vou!

sábado, 22 de setembro de 2007

Algo em comum!


Tinha uma linda escultura de bexigas nas mãos. A criança ganhou o dia; na sua dimensão de tempo ganhou a vida. Era feliz com sua borboleta feita de balões rosa e colorido. Aquelas bolas que na verdade revelavam a beleza do que não se vê, do essencial invisível aos olhos: o ar, onipotente e onipresente. Onisciente só nós, que escrevemos, lemos e sentimos. Nós os/nos nós adultos que pensam já saber do destino da feliz criança com sua escultura inflável e infalível de cores. Muito mais além do ar é o que não se vê. Sutil pretensão que só vale pelo deleite da idade, da sapiência, do sonho de liberdade e saudade da infância já que é a eterna contradição: criança passa e infância fica. E uma coisa é certa: em breve serão balões murchos, senão estourados. Aí é melhor esquecer que um dia existiram e motivo para tanta felicidade? Esquecer... Rituais se repetem no ingênuo rosa de hoje que pode virar a frescura e a falsidade de amanhã. Mas todos humanos, por que julgar? Queria ser leve como o ar. Como o balão. Voar. Silêncio, pausa e o prazer inesgotável quase esquizofrênico da palavra e das lembranças. E, é claro, um pouco mais do que o sobre. Viver.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

CENTELHA

Na fluidez do voar gaivota ninguém pensou na dor das suas costas. Sim, já havia machucado ossos, carne, penas, peito e articulação. Mas sempre que se sentava na janela e via o horizonte queria descobrir o que existia depois do fim. E caiu, e sofreu, e se machucou. E voou sozinha e quase foi, mas voltou. Mas sabia que uma hora iria para sempre. Sabia que ser gente não bastava, por isso nascera alada. Mas sabia que ser anjo não bastava; queria ser ave. E ser ave não bastava porque finalmente voou, mas queria mais. Queria as estrelas e todo o céu, queria o infinito. E lembrou que nem a dor de bater as asas até cansar para voar e ser como folha ao vento era tão forte como a dor do desejo de tudo conquistar. E se descobriu anjo triste porque tudo podia, e no fundo, não podia nada; era ela o próprio universo.

domingo, 16 de setembro de 2007

RESPOSTAS

Eu sou gira sol e sol é coração. Só ouço sol. Quer dizer... também rimas e aliteração! Com chuva lavo a alma; dias cinzas são para colorir. Vida sim. Sem julgamentos pois certo é que toda verdade vem com o tempo. Coincidências enfim, infinito, cabe em mim. As vezes quero vírgulas, outras ponto. Em dúvidas quero três pontos e não interrogação. Peito e mente aberta para ouvir a intuição; resultado de fé e ação. São. Sã, saciada ansiedade, realidade e imaginação. Aujourd´hui.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Intensidade e intenção

A gente dá nessa vida o que é possível. Alguns vivem tristes e deslocados e às vezes liberam um sorriso. Só penso que bom que há pena (s) na alma de Pessoa (s). Tão bonito isso. É poesia concreta de tons, cores, peso, forma, densidade, massa, profundidade e alquimia. Criam-se regras pela necessidade de existir, mas nada que não sucumba a um momento de verdades. Aquilo que se sente no coração, que não há explicação, algo cor-de-rosa, rápido, intenso, inconsciente e de prazerosa atenção. A atenção de quem navega com segurança no caos e o chama de divindade pois sempre sabe que vai chegar, não importa onde. Etéreo e como. Um-chei-ro-de-per-fu-me.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

BLUE NOIR

Você tem sonhos. E realidade. Como o sentimento que esta dentro do peito e o desejo do próprio peito. Respeito. Realidades e desejos; tudo é azul. Azul dia e vida e as vezes até azul noir. Me vejo no que vejo. Uma inédita marcha quinta ao som de tango e também andar em ponto morto para testar até onde é possível chegar sem aceleração. Sempre metáforas depois de vinho; são vícios e criação que fazem a história. Tão bom viver...

terça-feira, 4 de setembro de 2007

FILOSOFIA BARATA.

Aquele além tão distante as vezes é a porta do lado com a chave no trinco. Pode se chamar até de cotidiano embora, quase sempre, ignorada por tanto querer olhar só para longe.
Contradição é o olhar numa história que nunca foi feita de “se” e nem só de olhar.Faz-se vil, guerreira, construtora, coragem. Mãos em barro sujo que formam e deformam.
Guerrear é sublimar a culpa que não se compara a todo quebrasujadestróiequeima. E muitas vezes necessária pelo real gosto do viver.
Coragem é ressurgir.
Amor é recriar, reviver e refazer. Incluindo sangrar porque também faz bem.
O Caos é mesmo a estrela brilhosa que Nietzsche disse um dia. Eu vi, eu vejo.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

DÚVIDAS






Descobriu-se adulta e personagem rodrigueana. Pintou mais do que nunca a falta de pudores como em unhas vermelhas. Na dúvida há a possibilidade de roê-la-as e/ou descascá-las. O neurótico esmalte rubro, símbolo dos arranhões e de marcas no corpo in-pecáveis. Cor de sangue, paixão, mito e silêncio. nem sempre a vida é um livro aberto...Gostava tanto de noites uivantes de lua cheia que sentia-se criança em lua minguante. Fases eternas e certas e também incertas como a tensão de mais um ciclo menstrual e o tesão do eterno ciclo de viver. Fez-se une femme, mais do que nunca, e sucumbiu aos medos e desejos. Chama-se Ela, Eva, Lility, Clarice, Joana, Juliana, Mulher.

sábado, 18 de agosto de 2007

AGRIDOCE

Dias talvez. Tudo o que se quer e abre os braços para você. E nada abate. Papo, suco, por-do-sol. Rebate. Cansaço, inconformismo, dependência, vícios e mudanças em-fim. Luar, estrelas e pirlimpimpim. E um pouco de surrealismo. A vontade de viver à vontade. Bem-vindas as diferenças, sempre.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

STOP

Dois olhos verdes;

Parados.

Um sinal vermelho;

Movimento.

Intenso

Pós- moderno.

Fim de tarde

Na cidade.

Contemporaneidade.

Luzes de carros incessantes,

Eu as vejo.

Medíocre filosofia

Crepuscular;

Olham as luzes

olhos verdes que veêm luzes?

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

domingo, 5 de agosto de 2007

Estranhamento

Há tantas palavras e coisas que procuro e nem sei o que são; às vezes olhos, às vezes linguagens, às vezes só um momento, às vezes solidão. Pretextos e textos rimados, lirismo crônico e crônicas poéticas.

Tem um algo no ser humano que acho lindo e não sei o nome. È o que se aproxima de humanidade.

Pensei muito sobre o amor nos últimos dias e hoje o senti como vento de mãos dadas no tempo.

De tudo que não sei sobram só algumas frases que merecem itálico.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

TPM 2

Eu bebo
A energia
Do lugar
Do luar
Do desejo
Do que vejo.

Páginas soltas; prendo-as com clips. Desenho os desejos das impossibilidades .Do agora. Do que já vivi. Do que vou viver. Desfaço-me sem medo dos apegos e guardo só o essencial. O espaço da alma é que cresce incontável, imensurável com (o) tempo.
Adoro trabalhar e também adoro dias de vadiar. Som, silêncio e calor. A concentração sempre mobiliza boas lembranças e quando preciso não penso duas vezes; entrega-corpo-alma. Ouço sempre sonhos, mente, intuição e coração. Sei que tudo está bem até quando não está bem...tudo passa, isso sei.
Mas poucas coisas sei... aprendi que aprende-se o que se ensina. Essa é a sina. Apesar de ás vezes acreditar que sem sentipensar tudo seria mais fácil, embora talvez, menos intenso, profundo e/ou revelador. Ou até mesmo sem amor. Critério único:liberdade, us and them.
Quando esqueço das coisas elas acontecem. É normal ter dias que se está bem, outros nem tantos... o que vale é a média e a minha costuma estar em alta. A vida é assim; dias não, dias sim. Falam por mim.

sábado, 28 de julho de 2007

VERITAS

Hoje...
Algumas horas me bastam e já sei a diferença de Shiraz, Cabernet, Merlot , Lambrusco e Malbec. E a diferença de queijo Brien e da colônia e de outros que em “vino veritas” nem convém lembrar.
Maturidade? Não sei, mas Neruda está no ar e Vírignia Wolf na terra, quase esquecida apesar da admiração. Momentos. O gosto do chocolate, o bom chocolate que vale a pena. Garcia Marquez em suspensão.
Mais uma vez momentos. Música francesa. Bom, apesar da ausência de quem. Aí Neruda, novamente, nem que seja por mero deleite intelectual, afinal, as palavras de amor não condizem ao grande mulherengo que era. Música repetida e vírgulas que adoro e nunca sei como usá-las. E pontos e parágrafos inéditos. Já falei do livro da vida...
Consciente, como o ônibus que passa e que outrora esperei de madrugada. Como as prostitutas da rua no frio de um grau curitibano e as pernas e tudo mais a venda. Já não há mais inocência e eu fumo cigarros.
O inconsciente fala mais alto?
A pessoa que atravessa a rua no sinal vermelho não se dá conta do perigo; eu e a marcha um, dois, três, quatro. Adoro dirigir no teatro e na rua só com música e/ou boa companhia.
Costumo lembrar das coisas que são importantes.
Sem noção do tempo. Pensamento. Agora já passou. Feliz pelo presente, saudade do ausente. Algos que se encaixam perfeitamente e parecem tão distantes...
Sempre me pergunto se já aprendi a amar.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

DAS ESCOLHAS

Eu gosto de estudar francês e já não tenho mais pressa para ir à França. Eu não tenho mais pressa para fazer as coisas que quero, nem as que não quero. Adoro não ter pressa. O sabor dos pequenos momentos, de ficar o dia todo de pijama e dormir até tarde porque hoje posso dormir até tarde. O prazer de ir à academia, ver um filme com a amiga, ler um livro quando tenho vontade e deixar o tempo passar preguiçoso. Deixo o tempo passar e mostrar – ou não - a verdade de tantas palavras, promessas e desejos do mundo das idéias porque muitos sonhos e desejos realizados se tornam banais e perdem o fetiche. Gosto de fetiches. Só não gosto de pressa.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

SAUDADE

Parte
e leva
uma parte

Me sobram
A penas
Cotidianidades

Um pouco de ilusões
E muita humanidade.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Três pontos


Eu queria poder quantificar o “para sempre”. Hoje encontrei uma foto dos meus 20 anos no orkut do garoto que foi a Cuba comigo. É a foto de quando chegamos ao aeroporto de lá. E eu lembrei dos meus sonhos e pensamentos dessa época. Muita ansiedade e ingenuidade. Elas vivem em mim ainda, felizmente. Mas hoje tenho consciência e me harmonizo muito bem com isso. Ruído, melodia e um pouquinho de silêncio.
Desejava ser professora universitária e queria mudar o mundo nessa época. Agora inicio uma nova fase da vida: darei aulas na Faculdade e já não quero mais mudar o mundo. Não dou conta nem das mudanças do meu mundo interno. Mas vejo - e sou muito feliz por isso - que de lá para cá ensinei e aprendi com muitas pessoas que passaram e ficaram na minha vida. Essas mudanças são reais. E sei das histórias que outrora eu considerava absurdas e que hoje fazem parte do meu cotidiano. O impossível criou forma; páginas de diário, todas as letras do nome.
E bonito é ver que, apesar de honrar meu nome e ter na juventude presença constante, hoje sou uma referência de “mulher”. O tempo vem para todos, desprovido da dimensão e da força do viver, desse pulsar de energia tão avassalador. Sinto em mim e chamo de amor.
Às vezes encontro centelhas desse eu semeado nas esquinas de algum lugar do mundo e humildemente percebo que realizo os sonhos e agradeço a tantas pessoas maravilhosas que compartilham de momentos comigo. O medo não existe e as coisas não acontecem quando é tarde demais.
Inútil lutar contra o que resiste porque o para sempre existe. Eu só não sei quantificar.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

27

Volta-e-meia arrumo minhas coisas. Jogo fora o que esperava que um dia, no futuro, fosse usado. Desconexos tempos verbais. Cartas e lembranças que queria sempre ter vivas no peito e na mente. E as tenho. Mas aqueles papéis todos ocupam muito espaço, e juntam pó, e amarelam e tiram o viço do sentimento de tudo o que outrora foi tão vida. Como lembranças. E sempre que faço a limpeza dos armários, da alma, da mente, percebo que as coisas jogadas fora - que significam o desejo de tudo poder carregar e guardar dessa passagem- são as partes que representam e fortificam o que ficou. Os rituais repetem-se ciclicamente; vezes claro, vezes escuro, vezes frio, vezes quente, vezes solitário, vezes multidão, vezes tenso, vezes intenso, vezes coincidência, vezes intenção, mas sempre palavras repetidas. As sobras vão ao infinito, desconhecido, e a essência presentifica como sonhos que passam a ter significados mais profundos e reais. Quem está certo? Mais um ano de viver, menos um ano de vida. Maturidade, idade, experiência, passos, pessoas, coisas fora, vida dentro. Eu aniversário.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

OFF.

Ás vezes são só palavras. Mas é tudo o que tenho. Dose cavalar de remédio para ausência. Um sentimento que preenche e tortura e ao mesmo tempo complementa. Saudades. Preenche o vazio de vazio; caos. Incompreensível, incansável, torturante, disparate. A física e a metafísica, o etérea e o material, o presente e o transcendental. Tudo é trans, até mesmo o vulgar transformar. Tudo o que se foi e já não é, o que esteve tão vivo, presente e completo. Amor, paixão e. Distância, solidão

terça-feira, 17 de julho de 2007

L´amour toujours

Montanha-russa da vida sobe desce em espiral. Misto de inocência- infância; loucura-adolecência; aventura-adulta. No fundo só um ser humano. Surpresa em cada esquina, desafios, lembranças/presente. Desconstruindo (em gerúndio mesmo!) tudo o que se levou tempo para construir, afinal, quem espera sempre cansa. Frágeis verdades; cristal. Mais forte, porém, do que a absoluta ilusão e a absoluta razão. O eterno retorno. Surpresa sempre. Surpreendente. Tempo quando vinho e flor.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

CLAVES

A intensidade é a intenção da música no meu presente. Momentos, sentimentos, melodia dos dias. Passado e futuro também. Restos de memórias, lembranças, fases e metamorfoses. Rimas até nas disritmias. Imagem na ação, realidade e imaginação. Sinestesias, trilha sonora, vida-clip.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

SINOS

Um dia você procura um algo esquecido nas gavetas e encontra muitas outras coisas que lembram tudo. E se esquece d o objeto da procura. Percebe a infinitude das possiblidades de existência, de tudo o que ficou parado e deixou de ser. Mas a essência prevalece. O pó da gaveta não é pior do que o pó das idéias e dos sentimentos porque há diferença entre o tempo das idéias e o tempo das ações. Lapidação de alma, fim de excessos. Com calma. Solução: livrar-se do que não tem solução. Sem apego, sem medo, sem peso. Jogar fora, abrir espaço para o novo, não sofrer pelas possibilidades perdidas, mas, agradecer as conquistas vividas. E se preciso mudar. Ganhar espaço, não competir com o tempo. Gavetas sempre existirão.

terça-feira, 3 de julho de 2007

FECHADO

Da sutiliza das coisas;
Das mais duras
feito pedras puras.

Da não pressa
Da beleza além da forma
Muito mais bela
Porque é eterna.

Do silêncio que está entre o som.
Da infinita imensidão
Que cabe no menor segundo.

De tudo que é profundo.

Do tempo
Do amor
Da poesia
Do óbvio
Que se espera
Sem ser rima.

Do desensimesmamento
Da humildade que vem atrás da cabeça erguida
Tão frágil
Tão vida.

Da verdade
Do tempo
Fortalecimento.

De tudo o que virá
De tudo o que já passou
De tudo que se é.

Sutil
Etéreo
Eterno
Terno
Torna-se.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

REVERSO

Medo de lado:
Não existe pecado.

Desafio do escuro
o peso do futuro.

Nem saudade
Nem ingenuidade...

Pé no chão
Olho na mão.

Vi
vou
vivo.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

MADRUGADA

Rasga violento
O silêncio
Com a tictaqueação
Do tempo

Relógio indiscreto
Acusa incessar
O tempo
Que não para de berrar

Criança que não dorme.
Nunca.
Fala frustrada da constante inconstância;
O sempre.

A infinitude das coisas que virão
Atordoam-se no vazio da imensidão
De tudo que é
E que um dia já foi.

Tic, tac, tic, tac...

SHERAZADE

Tudo começou num sonho. E o sonho virou poesia. Bonita, singela, simples. Sem necessariamente lógica. Mas cheia de sentimentos e sentidos. Quase onírica. Não fosse “sonho que virou poesia”, seria totalmente onírica. Mas o fato é que envolveu. Envolveu de tal forma que a poesia cresceu e virou muito mais rima. Música. Vício. Vício tanto que por si só não bastava. Virou conto. Conto aqui, conto ali: uma cena, um momento, uma denúncia. Contava tudo. E novamente amavam, cativavam, queriam mais e mais. E o conto virou romance: frases, parágrafos, páginas, capítulos. E não queriam nunca que tivesse fim. Nunca. E não teve. Cada palavra; um segundo. A linha; um dia. Páginas; meses, capítulos; anos. O livro da vida.

terça-feira, 26 de junho de 2007

CAOS

o mundo me grita vida
e eu só respondo: bom dia!

segunda-feira, 25 de junho de 2007

CRIANÇA

Cresço
E me fortaleço.

Nas
certezas
Das
in decisas.

Sem mas
E mais.

sábado, 23 de junho de 2007

Momentum

O mundo se abriu como uma putinha. me oferecia, a cada esquina, todos os desejos de outrora. eu nada quis.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

hoje...

começou meu inferno astral. áaaaaaaaah!
:p

segunda-feira, 18 de junho de 2007

ASAS

O médico assustou-se com aquele buraco. Não tinha como fechá-lo de modo algum. Na realidade nunca havia visto um caso como aquele. Nunca. Passou muito tempo pesquisando alguma solução. Depois se suicidou.
Na procura desesperada por alguma resposta, ainda na infância do garoto, os pais acharam relatos de casos semelhantes que foram levados à fogueira durante a inquisição. Talvez houvesse mais casos perdidos na história, mas possivelmente as pessoas que passaram por esse infortúnio mantiveram-se incógnitas.
Não era sempre que acontecia, mas, volta-e-meia escapavam-lhe alguns pensamentos pelo buraco e todos conseguiam exergá-los sobre a cabeça. Não adiantava curativo, lenço, chapéu, tampão. Nada. E não se sabia em qual momento eles surgiriam; não tinha jeito, quando menos esperava lá estavam as idéias todas a mostra, nuas, cruas, explícitas, ofensivas.
Mesmo na idade mais inocente, cuja cognição se encontrava em processo formativo, no tempo em que as idéia eram coisas – coisas: mãe, pai, casa, chupeta – era assustador ver tudo sobre a cabeça do garoto. Mas o tudo foi só piorando conforme as idéias iam se desenvolvendo e ele tendo o pensamento mais complexo; até os complexos lhe escapavam.
E era o mesmo tempo-espaço dos pensamentos mentais e não das idéias traduzidas linearmente pela linguagem. Eles vinham violentos, confusos, emaranhados, poluídos, obcecados. E não calavam; pareciam nocautear os pensamentos tão bem guardados das cabeças que o assistiam e o condenavam. Gritavam, cobravam, descobriam, desejavam, sonhavam, imaginavam. Era hologramaticamente tudoaomesmotempoagora. Era o caos.
Já que não tinha como evitar a fuga repentina dos pensamentos, os pais trataram de tentar, pelo menos, ensiná-lo a policiar ou disciplinar as idéias. Inútil. Quanto mais vivia, mais apreendia o mundo, mais idéias tinha, mais contraditória compreendia (compreendia?) a existência humana.
Assim só lhe importava aprender como viver em paz. Na verdade a fuga dos pensamentos lhe dava um prazer orgânico muito intenso, era um gozo. O que o incomodava era a reação dos outros; “nós não somos obrigados a ver e ouvir seus pensamentos!”
Deu um basta nessa hipocrisia. Sabia que no fundo todo mundo também pensava. Passou a viver sozinho. E foi bem mais feliz.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Eterno Retorno

Quase sempre quero quase tudo. E não paro de pensar e de viver três tempos ao mesmo tempo. Passo no passado. O presente é um presente. O futuro quase sempre quase. É também passado.
Desejos sempre.
Sempre é outro tempo. Viver, sonhar, pensar, fazer, sentir.E tantas coisas que não se entende, mas mergulha-se profundamente.
Momentos.
Entrega, sorrisos. Às vezes fuga. E assim vão se tecendo os dias, que fazem fases que fazem uma vida. Conversas, pessoas, lugares, amores, saudades. Etéreo, abstrato, infinito, colorido. Aqui, agora, já. Passou.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

TPM

Cigarro. Janela, fumaça. Grama, cortina. Campo de futebol. Escola. Árvores. Arquiteturas, corredores. Meio quente, meio frio. Fumaça. Desejos, medos, casas, prédios, luzes. Toda a cidade. Só. Silêncio, barulho, universo. Anel. Casaco, mão no bolso, pensamento. Parado, movimento. Saudade. Elegância, humor, mal humor, tudo bom, nada bem. uma sombra de música, uma certeza de dúvidas. Cinzeiro, lixo, caminhada, futuro próximo, futuro longe, passado, distância, saudade. A hora certa, as coisas erradas.O céu todo. Uma só estrela.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

SONHO


Tenho.
Olhos
nas
Asas.
Borboleta.