quinta-feira, 30 de agosto de 2007

DÚVIDAS






Descobriu-se adulta e personagem rodrigueana. Pintou mais do que nunca a falta de pudores como em unhas vermelhas. Na dúvida há a possibilidade de roê-la-as e/ou descascá-las. O neurótico esmalte rubro, símbolo dos arranhões e de marcas no corpo in-pecáveis. Cor de sangue, paixão, mito e silêncio. nem sempre a vida é um livro aberto...Gostava tanto de noites uivantes de lua cheia que sentia-se criança em lua minguante. Fases eternas e certas e também incertas como a tensão de mais um ciclo menstrual e o tesão do eterno ciclo de viver. Fez-se une femme, mais do que nunca, e sucumbiu aos medos e desejos. Chama-se Ela, Eva, Lility, Clarice, Joana, Juliana, Mulher.

3 comentários:

Anônimo disse...

Pego-me um tanto implicado com unhas pintadas de vermelho sangue.
Cadinho RoCo

Maquinaria de Linguagem disse...

O rubro das unhas, do que ali se oculta, os desejos e que você escreve sempre uma surpresa aos meus olhos. Beijo

Daniel Caron disse...

Muito bom Ju.

Toda mulher é um poço de medos e desejos. Pelo menos todas que eu conheço...

Continue escrevendo!